quinta-feira, 6 de novembro de 2008

PQPCF

Nos tempos modernos e atuais de hoje em dia a rotina das pessoas é por demais desgastante. Há uma competitividade cada vez maior no ambiente de trabalho, refletindo diretamente na vida das pessoas. O que se pode observar ao longo dos tempos é uma onda grandiosa de patologias do humor, acarretando inclusive em doenças graves nas pessoas.

E o que mais me assusta no tal do stress é que ele funciona como uma panela de pressão. Começa aos pouquinhos e quando se vê estamos prestes a explodir. E nada melhor do que arranjar uma válvula de escape. Eu, por exemplo, tenho feito aulas de tênis, "jogado" futebol, padel e ando com vontade de voltar a encarar o inglês. Isso sem falar nas corridas e academia, que estou bem próximo da reaproximação...

Mas acabei me distanciando do que eu queria dizer. Uma das formas de se medir a potencialidade de danos que o stress pode causar em um ambiente de trabalho é através da expressão própria e individual de cada um em si. Ou não.

Quando eu trabalhava em um escritório de engenharia, no departamento de orçamentos e licitações tive um colega que me ensinou como é importante a gente se expressar adequadamente. Aprendi que um "putz" poderia significar uma impressão de tabela excel em modo retrato quando deveria ser paisagem. Um "que bosta" não passaria de um carimbo de cabeça pra baixo, ou um xerox cortando um pedacinho do documento. Um "porra" já poderia ser algo do tipo ter que desmontar uma encadernação só pra substituir uma única página. Também posso citar o "que cagada" quando alguém esquece de chamar o motoboy pra ir na papelaria buscar um cartucho de tinta ou o "fiadaputa" quando a gente liga no ramal do colega da contabilidade e ele não atende... 

Até aí, tudo tranquilo. Nada que não fosse automaticamente traduzido pelos demais colegas. Mas havia uma expressão que indicava o CAOS. Como poderia uma fusão de palavras detalhar de forma tão sublime o estado de gravidade da situação e desespero do envolvidos? Quando se ouvia o PUTAQUEPARIUCARALHOFODASE (escrito assim mesmo, tudo junto, que é pra assustar ainda mais) havia um hiato nas respirações. Até a tia do café se apavorava. Ela sabia que isso só poderia resultar em uma reação explosiva do chefe! Fatalmente seria fruto de casos especiais, como esquecer de autenticar um documento de proposta ou de revisar uma planilha de orçamento de uma concorrência.

Essa maravilhosa inovação da comunicação é muito interessante e recomendo que seja utilizada sempre que preciso. Mas somente em situações extremas. Se utilizado em demasia além de perder a credibilidade ainda pode matar (desnecessáriamente) alguém do coração.

O putaquepariucaralhofodase então é um baita divisor de águas.

4 comentários:

Nando disse...

PQPCF ou Puta que pario, PRA FORA...

Muito úteis tais expressões, as quais utilizo diariamente.

Lição de um sábio e baixinho carioca.

.. Zezinho na cobrança...

Andre disse...

Existem 999 professores de virtude para cada pessoa virtuosa

Larissa disse...

hahahahahahahaha ;D
O primeiro parágrafo lembrou-me aquele colega... Cara, foi livremente inspirado. prolixidade.com.br!
Fiquei pasmada! Cumpriste a tua promessa: PUTAQUEPARIUCARALHOFODASE!

Limão disse...

Eu sempre cumpro minhas promessas. Se tem alguma coisa que eu acho que vale nesse mundo é a minha palavra!